Praça Patrão Joaquim Lopes - Lenda da Moura Floripes

 

Lá para os lados do Bairro do Levante, no lugar do Sobrado, havia um moinho. Em frente ao moinho havia uma antiga casa, onde vivia um homem de meia-idade, de seu nome Zé.


Zé tinha grande facilidade em embriagar-se, principalmente com os amigos, contando várias vezes que durante a noite lhe aparecia uma formosa mulher na sua casa, e que trocavam carícias durante toda a noite. Obviamente, os seus amigos não acreditavam.

Um dia, Zé fez uma aposta com o mais novo dos seus amigos, Julião, que ia casar em breve. Zé oferecia a fazenda que possuía no sítio da Relva como prenda de noivado, se a moura aparecesse. Caso esta não aparecesse, não lhe dava nada.


Julião aceitou. À meia-noite lá estava junto ao moinho. De repente, quando já se preparava para ir embora, vê uma linda mulher que se apresentou como sendo uma Moura encantada, cujo feitiço só poderia ser quebrado quando alguém lhe desse o braço e a levasse para junto do mar e que lhe espetasse uma faca no braço do lado do coração e a acompanhasse até África num barco, onde se casariam.


Julião nada podia fazer, pois estava comprometido com Aninhas. De regresso a casa, este viu Aninhas a chorar compulsivamente, e a seu lado Compadre Zé. Quando Julião se virou para falar com o seu amigo Zé, este tinha desaparecido.


Diz-se que Floripes partiu para o norte de África na companhia do Compadre Zé, o homem que a amava na realidade, não sendo vistos nunca mais.